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Vida e meio ambiente


Conferência Rio+20 terá como foco incentivo a energias limpas
POR JOÃO RICARDO GONÇALVES

Rio - Em vez de custosos acordos globais para estabelecer metas de corte de emissões de carbono — emperrados desde a década de 90 — a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, sediada no Rio ano que vem), terá como foco incentivar energias limpas para combater o aquecimento global. Segundo o diretor executivo da conferência, Brice Lalonde, um dos resultados mais importantes do encontro seria o barateamento de fontes de energia com a solar.

A Rio+20 fará parte de uma família de grandes encontros sobre o Meio Ambiente que começou em Estocolmo em 72, passando pela Eco 92, também no Rio, e pela Rio+10, na África do Sul. Depois da Eco 92, aconteceram cúpulas menores, as Convenções das Partes (COP), que buscaram o acordo de corte de emissões.

O processo, entretanto, ficou paralisado com a discussão sobre a retificação do Protocolo de Kyoto, acordo formulado em 1997. Basicamente os EUA não assinaram o acordo de metas de corte de carbono alegando que ele prejudicaria sua economia. Países emergentes argumentam que os cortes para os ricos devem ser maiores.

Lalonde esteve no Rio de Janeiro na última semana e falou sobre chance de entendimento na Rio+20. “Acredito que vamos nos concentrar no aumento das fontes de energia renovável. Ele e os cortes são duas maneiras de atingir o mesmo resultado”, afirmou.

Destaque do Brasil

Especialistas acreditam que a Rio+20 é o palco ideal para países ricos e em desenvolvimento chegarem a acordos para incentivar a energia solar, com, por exemplo, transferência de tecnologia. “A maior parte das pessoas acredita que a energia solar apresenta a maior promessa de redução de custos, mas apenas se tivermos incentivos para a criação de um mercado forte”, disse Lalonde.

O francês também ressaltou o destaque que se espera do Brasil, com EUA e Europa em crise. “Precisamos da liderança do Brasil, especialmente porque podemos ver o sucesso brasileiro em áreas como economia, solidariedade social e, espero, em proteção do ambiente”, concluiu.

Outras conferências

>> A PRIMEIRA
A primeira reunião global para debater a influência do homem sobre o Meio Ambiente aconteceu em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Mais de 400 ONGs e 113 países participaram do encontro, que também abordou temas relativos aos Direitos Humanos, como o fim do Apartheid.

>> NO RIO
Em 1992, no Rio, foi estabelecido o início das Convenções das Partes (COPs) e houve assinatura de acordos como a Agenda 21. A partir da Eco 92, também se decidiu que seriam realizadas COPs em intervalos menores.

>> COPs
A COP mais importante até hoje aconteceu em Kyoto, no Japão, com a formulação do protocolo com o nome da cidade. As últimas duas grandes conferências — em Copenhague e no México — terminaram sem acordos significativos.

Fonte: ODIA ONLNE_CIÊNCIA

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Borboleta Azul


A borboleta azul de Miami, que habita o arquipélago de Florida Keys, se tornou nesta quarta-feira (10/8) uma espécie protegida pelas autoridades americanas em uma tentativa de evitar sua extinção.

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O Departamento de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos decidiu estabelecer uma proteção de emergência temporária sobre esta espécie, que habita no extremo mais sudeste do país e que ocupava amplas áreas da península da Flórida.

A intenção das autoridades é atrair a atenção de ambientalistas e cientistas para que aumentem as pesquisas sobre a borboleta azul e os fundos destinados a manter seu ecossistema e garantir sua sobrevivência.

+ Museu de Nova York expõe borboletas tropicais em estufa

A proteção à borboleta estará vigente por 240 dias, mas as autoridades estão atuando para prolongar esse prazo.

A partir de agora também será considerado crime tentar apanhar alguma borboleta azul de Miami para colecionar, comercializar ou exportar.

Uma das maiores ameaças que as borboletas enfrentam são as tempestades tropicais e furacões que costumam atingir o Caribe nessa época do ano.

(Foto: Jaret C. Daniels/EFE)

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